Por que não falamos sobre o Big Brother Brasil ?

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Há algum tempo acreditamos que existem produtos de boa, ótima e péssima qualidade. Além de termos desencanado sobre a corrida por views e de um joguinho malvado chamado “Quem Posta Primeiro“, responsável pela enxurrada de notícias iguais que você recebe na sua timeline. Por isso, por questões editoriais, nós optamos por focarmos em notícias (não boatos) que sejam realmente importantes de chegarem até seu celular/notebook/tablet/pc.

Um parágrafo bastaria para dizer que este tipo de atração mediante os fatos surgidos atrelados a ela (tentativa de estupro, regras dicotômicas, favorecimento explícito a um candidato, agressões e tantas outras características nada próprias para personagens reais), não contribuem para uma grade que inspire confiança, expectativa e qualidade. Por mais falso que pareça, tudo que acontece na casa é real e comprova que todo mundo tem seu preço, mesmo que seja para divulgar, via satélite, tudo de ruim que pode caber na alma humana.

Algum idiota poderá dizer que os filmes/séries podem oferecer os itens deste cardápio de igual maneira. Não, cretino. No mundo da ficção, por mais difícil que seja, há sempre uma lição moralista e ética por trás das produções. Mesmo venal, a TV ainda possui alguns sensíveis limites. Como exemplo, basta acompanhar o barulho causado por séries como 13 Reasons Why, que abriu discussão sobre o suicídio entre os adolescentes. A não ser que você seja um onanista de segunda a sexta, o Big Brother traz um formato freak show, que leva pra fora da prisão temporária, pessoas normais que desejam fixar em seus sobrenomes o título de ex-bbb. Nosso Congresso Nacional tem até um distinto representante. Dorme com um barulho desse!

A 17ª edição termina deixando que lições? Que depois de um reality (ou durante como se viu), dependendo do seu comportamento, você pode ir no dia seguinte prestar depoimento em uma delegacia de polícia, que a boca ainda é uma grande fonte de prazer ou solução emergencial para quem não quer gozar em qualquer lugar, que quanto maior a bunda da(s) participante(s), maiores as chances de projeção nacional, já que o traseiro terá uma audiência muito maior que já teve na história do seu dono(a), além de provar que notícias sobre o reality podem estampar as primeiras capas dos sites junto  a outras notícias sem “importância” alguma como a qualidade da carne vendida no Brasil ou o sistema corrupto do país, responsável pela falta de dinheiro na Previdência Social e na universidade pública que você estuda.

Por isso quando o Big Brother Brasil termina, os redatores do PipocaTV comemoram o fim da “idiotice com prazo de validade”, que transforma um pouco a TV e a sua nobre audiência, para um entretenimento de que não precise do cheiro podre para atrair urubus. Bem vindo à vida.

Escriba de dia, de tarde e de noite e, quando não falta mais nada, observador da vida e da arte, não necessariamente na mesma ordem.

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