Chris Cornell era uma das melhores vozes da sua geração

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A angústia da geração grunge era explícita. Seus ícones participaram de um processo de morte lenta e assistida por nós, admiradores da sua arte.

Hoje foi a vez de Chris Cornell se despedir do mundo. A polícia ainda investiga os motivos da morte, mas sua falta será muito sentida entre tantos que admiravam seu trabalho e suas bandas.

Cornell tinha o que eu sempre chamo de DNA; aquele talento que é reconhecível na voz, na maneira de compor e no jeito de entregar suas canções.

Aliás, seus pares, Kurt Cobain e Layne Staley, eram talentosos e geniais, pela modesta condição de não parecerem com nada – artisticamente falando – que surgira no cenário mundial, sem exageros.

Seattle emprestou sua moda, sua fala e sua arte para o mundo inteiro e nos emprestou esses caras para embalarem nossas vidas e nossos dias.

Impressiona, que em um mundo caótico, mesmo a arte não tem sido suficiente para cuidar do coração destes caras; faz tempo que a tristeza tem sido uma droga consumida em doses cavalares.

Da tristeza, a canção e da canção, o show e do show, os tapas, aplicações e goles e daí, em um dia de exageros: a morte.

Descanse em paz, like a stone.

 

Escriba de dia, de tarde e de noite e, quando não falta mais nada, observador da vida e da arte, não necessariamente na mesma ordem.

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