Atual edição do Big Brother Brasil faz inveja a qualquer filme de Jogos Vorazes

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Uma questão: a Rede Globo, que tem acesso a todas imagens do reality Big Brother Brasil, não interferiu na relação “doentia” de Marcos e Emily. Por que? Se aconteceu algo que é considerado um crime DENTRO DA CASA, porque a emissora carioca esperou a intervenção de uma autoridade da lei, FORA DA CASA, para tomar uma atitude? Lembrando que agressão, segundo as regras do jogo, é motivo de expulsão.

Não se engane, leitor. Era interessante para emissora manter o participante na casa. O motivo? Simples: dar força à relação eletrizante entre ele e seu par. De todos os participantes da edição, nada chamou mais atenção do que a exposição do affair entre os dois, com direito a sessões de sexo muito quente embaixo do edredom. O que isso significa?

Que nada importa: nem mesmo a dignidade da participante. Significa que não está “nem aí” para as convenções da vida, que nos distinguem dos animais, como regras comportamentais que tentam minimizar as diferenças que podem aflorar em uma sociedade cada vez mais competitiva. O que importa para ela – Rede Globo – é que cada participante “se mate” durante o programa, para que de maneira dissimulada, depois tome uma providência para evitar o pior.

A ausência de uma atitude contra Marcos que não dependesse de uma ação externa, coloca em pauta a lisura da competição, a cada ano contestada, não apenas pelo público mais crítico, como também por eliminados, que mais “soltinhos”, já fazem críticas mais fortes ao programa, como foi o caso de Rômulo, que não apenas cuspiu marimbondos africanos contra a edição, como chegou a enfrentar o apresentador Tiago Leifert.

Essa edição está mais para Jogos Vorazes do que para BBB: ganha quem sobrevive. Ou sobrevive quem ela quer.

Escriba de dia, de tarde e de noite e, quando não falta mais nada, observador da vida e da arte, não necessariamente na mesma ordem.

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