A Cura | Doentes, conspirações e enguias

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6

Razoável

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Após sair da sessão de “A Cura“, é difícil conseguir explicar o que faz o filme ser fascinante. Ele não é bom, mas é difícil dizer que é ruim. Ele está mais próximo de uma obra de arte performática: A performance pode não ter nada especial, mas o ato acontecendo tem que ser admirado.

O filme começa com Lockheart (Dane Dahaan) indo para uma clínica de saúde na Suíça atrás do dono de sua empresa. Ao chegar lá, ele sofre um acidente de carro e é forçado a ficar. Aos pouco ele começa a descobrir que há mais coisas pro trás dessa clinica e que a resposta pode ter alguma ligação com um incêndio de 200 anos atrás.

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A descrição do filme não consegue evidenciar as estranhas escolhas criativas que ele tem. Durante todo a produção vemos imagens de enguias e elas acabam fazendo parte de um das ideias mais malucas/geniais desta produçãp. Falando em escolhas criativas, a “cura” oferecida é talvez o ponto onde o filme completamente se perde e o espetáculo começa. A ultima meia hora desse filme colocam o espetador em uma posição de botar a mão na cabeça e assistir de boca aberta.

Infelizmente para chegar ao espetáculo tem que se aturar os dois outros atos do filme. O primeiro ato é completamente cliché, com o espectador podendo adivinhar exatamente tudo que irá acontecer. Quando começa o segundo ato é que ele fica mais interessante mas também começa a ficar longo. Apesar de haver um mistério intrigante envolvendo o incêndio de 200 anos atrás e a clinica, “A Cura” se arrasta demais e qualquer interesse do espectador em resolver o mistério fica refém de muitas cenas arrastadas.

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Em termos de atuação, Dane Dahaan é sem duvidas o melhor. Ao longo de todo o filme, o personagem de Dahaan é colocado em situações que exigem que o ator mostre seu talento. Mas além dele temos a novata Mia Goth, que atua como a estranha Hannah e a atriz consegue atuar muito bem com o que é um papel de poucas palavras. Mas se a película fosse apenas o seu terceiro ato, o destaque seria o Dr. Volmer de Jason Isaacs. Ao final do filme, o personagem completamente domina suas cenas.

O design da clinica de “A Cura” merece destaque. O cenário todo é composto por cores leves e impecavelmente limpos, causando a sensação de desconforto no publico, pois fica evidente que há algo errado nesse lugar. Outro ponto a complementar é o uso das enguias. Durante todo o filme há o questionamento de se elas são reais ou ilusões criadas pelo protagonista. A revelação do papel delas na trama é a ideia maluca/genial dita mais acima.

“A Cura” não é um bom filme, mas não tem como não se divertir dentro de sua própria loucura. Se há filmes que merecem ser assistidos com um grupo de amigos bêbados, esse aqui deveria estar na lista. Só tenha certeza de que nenhum deles viu o filme antes, pois a reação deles é o que realmente faz o filme valer.

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Good

  • Dane Dahaan manda bem
  • Jason Isaac no terceiro ato é demais
  • O mistério é interessante
  • Mia Goth é uma boa atriz e mostra pontencial
  • O TERCEIRO ATO É UM ESPETACULO, POR BEM OU POR MAL
  • Set design complementa bem a atmosfera do filme
  • Enguias

Bad

  • O primeiro ato é cliché
  • O segundo ato é arrastado demais
  • Muitas cenas poderiam ser cortadas do segundo ato
  • O terceiro ato, apesar do espetáculo, pode chegar a incomodar algumas pessoas.

Summary

"A Cura" não é pra todo mundo, mas para aqueles que quiserem dar uma chance, se preparem para um dos filmes mais bizarros que vão sair esse ano.
6

Razoável

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